PONTO DE PARTIDA DOS SEGMENTOS DE INFRAESTRUTURA EM DIGITAL


Digital se tornou uma palavra bastante utilizada. Termos como big data, analytics e machine learning, antes restritos a setores de tecnologia, finanças ou até varejo, agora são vocabulário comum nos segmentos de infraestrutura.

Por outro lado, vemos que os setores de infraestrutura, engenharia e construção, em particular, não têm se transformado significativamente nos últimos 50 anos, diferentemente de outras indústrias. Como exemplo, a evolução da produtividade da força de trabalho americana na construção ficou muito abaixo da média da indústria nas décadas passadas.


A baixa relevância de digital em infraestrutura é também refletida na pouca maturidade digital média das empresas desse setor, medida através de um indicador do BCG chamado DAI*. Na avaliação do BCG em vários países, as empresas de infraestrutura tendem a ter maturidade bem menor do que as de tecnologia, mídia, telecomunicações e varejo, por exemplo.

A pesquisa do BCG foi replicada junto a companhias que fazem parte do GRI Club Infra. Na média, o mesmo padrão se mantém: as empresas desconhecem e são principiantes no mundo digital, apresentando problemas relevantes, como falta de uma estratégia digital, baixa inovação no core business, inexistência de inovação disruptiva e grandes lacunas em elementos viabilizadores-chave (por exemplo, pessoas e sistemas). Contudo, vale destacar que a realidade não é a mesma para todos os membros do GRI Club Infra: algumas companhias estão muito mais avançadas em digital que outras.


*Índice de maturidade estimado através de pesquisa web em que os próprios executivos avaliam a maturidade digital de sua empresa em uma série de dimensões.


Mauricio Novaes (Trench Rossi Watanabe)

Eduard Pujol (BCG)