Recomendações do GRI Club Real Estate

para os fundos imobiliários


Nossas recomendações para um quadro evolutivo do mercado de fundos imobiliários, com maior participação de investidores institucionais, são:

01
Gestão profissional


Os fundos imobiliários precisarão contar com administradores e gestores profissionais, capazes de atender a demanda dos investidores institucionais e prestar informações claras ao mercado.

02
Simplicidade e assertividade na comunicação com o investidor


Para conquistar os investidores institucionais e manter a atratividade dos investidores pessoas físicas, sugerimos que os administradores/gestores dos Fundos de Investimento Imobiliário mantenham uma forma de comunicação clara, transparente e simples com os investidores, já que os investidores institucionais são investidores profissionais e os investidores pessoas físicas estão cada vez mais entendendo do produto em que estão investindo.

03
Criação de produtos específicos


Recomendamos, ainda, que os administradores/gestores dos Fundos de Investimento Imobiliário procurem criar produtos específicos para os investidores institucionais, diversos dos produtos destinados aos investidores pessoas físicas, especialmente considerando que, nos termos da Resolução 4.661, os fundos de pensão têm o prazo de 12 anos para alienar o estoque de imóveis e terrenos pertencentes às suas carteiras próprias ou constituir FIIs para abrigá-lo.

04
Diversificação do portfólio


Com a diversificação de portfólio, os fundos imobiliários poderão reduzir o risco e aumentar o retorno do investimento, tornando-o mais atrativo aos investidores em comparação com outras formas de investimento, como a aquisição direta de imóveis e o mercado de ações.

05
Transparência e governança


Além de atender ao regramento das instruções normativas da CVM, esses dois pontos são importantes para os investidores institucionais e merecem destaque dentre as nossas recomendações.

06
Atualização da Lei nº 8.668/1993


Por fim, ressaltamos que a Lei nº 8.668/1993 está completando 25 anos em 2018 e, apesar de seu pioneirismo, não consegue se adaptar ao necessário dinamismo do mercado de capitais nacional. A lei não permite que órgãos governamentais, como a CVM, possam propor adaptações legislativas ao mercado de capitais imobiliário, mantendo até hoje um cenário legislativo similar ao que tínhamos em 1993. Essas e outras mudanças precisam ser debatidas por entidades de classe, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e ser discutidas com maior seriedade pelo empresariado nacional.