Humor dos líderes do setor imobiliário no Brasil sofre piora

Segundo Termômetro do GRI, 58,2% dos empresários estão investindo agora. Em fevereiro, eram 75,8%.


Brasil / agosto de 2018

Os empresários e investidores que atuam no setor imobiliário brasileiro começaram o ano fortemente otimistas, mas o bom humor foi impactado diretamente pelas turbulências político-econômicas vividas pelo País nos últimos meses, mostra o Termômetro do GRI.


Depois de um recorde de disposição para investimentos registrado em fevereiro (75,8%, o maior nível da série histórica iniciada pelo GRI em 2015), em agosto passaram a 58,2% os que dizem que suas empresas estão realizando aportes ou ampliando negócios. Trata-se da menor proporção observada de maio de 2017 para cá. Em paralelo, ao longo do semestre, subiu quase 15 pontos percentuais a fatia dos que preferem observar o cenário e aguardar para tomar decisões.


Não por acaso, quando perguntados sobre como deve ser o desempenho da economia nacional no futuro próximo, muitos dos líderes imobiliários entrevistados pelo GRI revisaram suas expectativas na comparação com o início de 2018. A maioria (52,7%) manteve a aposta em melhora, mas esse grupo ficou bem menos representativo (em fevereiro, totalizava 82,9%).


"Os dados do Termômetro do GRI confirmam o que temos notado nos contatos constantes com os membros do GRI Club no Brasil e participantes das conferências que organizamos no País, sejam eles players nacionais ou internacionais. Há, de fato, uma postura mais cautelosa. No entanto, predomina uma perspectiva favorável quando se mantém o foco no longo prazo", diz Gustavo Favaron, CEO do GRI Club.



Segmentos mais atrativos


No que toca aos resultados de suas companhias nos 12 meses a seguir, 56,3% dos empresários consultados em agosto afirmam que os números tendem a ser bons ou excelentes. Aumentou a fatia dos que apontam para desempenho regular e ruim.


O ranking dos segmentos imobiliários eleitos como os que oferecem as melhores oportunidades segue sem alterações desde novembro de 2017, liderado pelos mercados residencial, de loteamentos e de galpões, nessa ordem.


Para a pesquisa, o GRI ouviu 225 líderes de empresas do setor imobiliário no Brasil em agosto. Uma nova rodada do estudo está prevista para novembro.